Emergência Fisioterapêutica na Ortopedia

Clique e acesse a coluna Doctor Paddle #6 

Na pandemia de COVID 19, a Fisioterapia do Brasil, se destacou no atendimento aos pacientes nas emergências hospitalares e UTIs. Mas a Fisioterapia, é um mundo em expansão, ela surgiu no Brasil apenas 51 anos e é considerada uma profissão nova. E para alguns autores de história, consideram a profissão que evoluiu mais rápido quanto em técnicas, legislação e campo de atuação, comparando o tempo de existência com outras profissões.

Existe outra área de atuação, em emergência na Fisioterapia, está começando a criar corpo: Emergência Fisioterapêutica na Ortopedia. Participo de um grupo de estudo de uma universidade, aqui em Porto Alegre e no mês passado, conversamos sobre esse assunto. O professor organizador, é membro do Conselho de Fisioterapia do RS, disse que em outros Estados, tem fisioterapeutas divulgando os seus serviços nas emergências ortopédicas.

Conhecemos muitos casos e histórias, de pacientes que ligam ou aparecem no consultório, relatando dores insuportáveis, dizendo que “já fizeram tudo”: já tomaram quase todos os medicamentos, foram várias vezes em emergências hospitalares, fizeram tudo que era alongamento, diversos exames radiológicos e não resolveu o problema. Pior, quando dizem que estão com o problema há meses ou tem crises e não sabem mais o que fazer

Defendo uma teoria: diagnóstico errado, tratamento errado. Quando falo em diagnóstico, não estou me dirigindo a exames radiológicos, muitas vezes não justificam o problema ou a causa. Geralmente, o problema não está na coluna, nos ossos, nas articulações ou na cartilagem, e sim, nos músculos. E exame para músculo não existe, se tiver rupturas, sim.

A Emergência Fisioterapêutica, não é uma especialidade da Fisioterapia e ainda não é uma área de atuação profissional, não são todos os fisioterapeutas que atuam. Para atender emergência fisioterapêutica na ortopedia, não são cursos ou especializações que vão trazer conhecimento, e sim, tempo de formado, conhecimento sobre avaliação e diagnóstico fisioterapêutico e vivência clínica. Mesmo com toda essa experiência, não são todos os profissionais se sentem habilitados a atender pacientes com esse quadro. Os profissionais quem mais atuam nessa área, geralmente, são os fisioterapeutas do esporte.

O fator complicador, muitos pacientes não têm exames radiológicos e relatam que acordaram com o problema ou fizeram um movimento errado ou brusco e travaram ou já faz alguns dias que estão com dor e apenas foram medicados. O fisioterapeuta, tens que pensar os prováveis problemas, quais os locais que podem estar acometidos e pensar quais as técnicas e recursos que vão ter efeito imediato, retirando ou diminuindo a dor, para consiguir realizar as atividades de vida diária e trabalhar.

Técnicas, métodos, formações, cursos e etc. a Fisioterapia está lotada, saber qual é mais eficaz, só a experiência e a vivência para saber. Como diz o ditado: a faculdade forma e a vida informa.

Para finalizar, nem todos os fisioterapeutas sabem atuar na emergência fisioterapêutica, não é uma falha de formação ou profissional, é muito difícil e requer bastante experiência. Eu aprendi atuar nessa área, tive um excelente professor que me ensinou tudo que eu sei em acupuntura, o mestre Tone e somado a isso, a minha vivência na fisioterapia esportiva, atuando com diversos esportes ao mesmo tempo em campeonatos.

Boas remadas galera!!!!

Fabiano Bartmann
Fisioterapeuta
Profissional de Educação Física
Membro da equipe Rabbit de SUP

Artigo científico de Canoa Havaiana

Clique e acesse a coluna Coluna Doctor Paddle #5

Quando estava no mestrado, pesquisando sobre lesões no SUP, pensei em fazer a mesma pesquisa em Canoa Havaiana. Isso foi em 2018, não fiz a análise dos dados e nem mandei para a publicação. No final, caducou a pesquisa e refiz em 2020, comparando os dados com a de 2018. A amostra da pesquisa é do sexo feminino, poucos os homens, responderam o questionário e não fizeram parte do artigo.

A Canoa Havaiana, tem um fato super interessante e legal: quem rema de SUP, rema de canoa e vice-versa. Pelo menos no RS, é assim. E no mesmo ano, me perguntaram se não ia fazer de OC1. O RS, não tem muitos remadores ainda, desde 2019, houve pouquíssimos campeonatos e os eventos aqui. Para uma pesquisa que fosse publicável, precisaria de muitos remadores, com mais experiências, isto é, no mesmo nível de prática do SUP e Canoa Havaiana.

Na pesquisa 2018, participaram 12 remadoras e em 2020, 32 remadoras, totalizando 44. Em 2018, 05 com idade entre 31 a 40 anos e 07 com idade entre 41 a 50 anos. E no ano de 2020, eram 32 remadoras, sendo 02 remadoras tinham menos que 18 anos, 01 que tinha entre 18 e 20 anos, 03 estavam entre 21 e 30 anos, com 31 e 40 anos eram 8, entre 41 e 50 anos foram 13 e 51 e 60 anos, eram 5 remadoras.

Fatos interessantes quanto a idade das remadoras. O número de praticantes em 02 anos, aumentou bastante e inclusive a idade variou muito. Remadoras com mais de 40 anos, são mais presente em número se comparada com mais novas e a justificativa, era a posição profissional e o salário. São mulheres com a carreira estabelecida, com salário fixo e ascensão e o mais importante, estavam preocupadas com a qualidade de vida e com a velhice, procurando uma atividade física.

Quanto a dor, todas relataram sentir dor no esporte, que é normal e a predominância é a região da lombar. O mais interessante, tanto em 2018 quanto 2020, a escala de dor 4 e 5, que são as mais altas, teve poucas atletas que referiram a intensidade. O resultado se baseia no tempo de prática, em 2018, as remadoras eram novatas no esporte, onde apenas 01 referiu que tinha 05 anos de prática. Já em 2020, mesmo tendo pouca experiência, variou entre 02 a 04 anos.

Ao contrário do SUP, não houve relato de dor na região do ombro. Alguns artigos, referem que a dor na lombar é pelo tempo sentado, a flexão e rotação do tronco e a força gerada, para compensar outra remadora. E a dor na região do ombro, pode acontecer pelo atrito das estruturas ósseas e na bursa. No caso do SUP é do músculo Grande dorsal, pelo fato de ficar em pé e na OC6, a exigência dele, não é tão grande. Os autores, sugerem reforço do Manguito rotador, para prevenir a lesão.

O RS o local onde foi feita a pesquisa, apesar de termos bastante OC6 e agora o pessoal está aderindo ao OC1, o esporte não se desenvolveu muito, a adesão de remadoras e remadores é pequena, centralizada na época em 3 cidades. Como foi na pesquisa de SUP, poucos artigos sobre dor e lesão, na OC1 foi mais complicado ainda. Tem muita pesquisa no caiaque de corredeiras e na canoagem, praticamente quase nada em OC6. Muitos pesquisadores, justificam as dores, na experiência com outros esportes de remo.

Tem um fato interessante a ser ponderado na canoa havaiana, que os artigos relatam. A canoa é uma embarcação extremamente grande, sofre mais com correntezas, vento, ondas e depende de 06 pessoas para remar. Outras canoas são menores, mais leves, mais baixas, mais hidrodinâmicas e mais rápidas e são ocupadas por uma ou duas pessoas, por isso tanta diferença. Uma pesquisa com essas variáveis, é complicado de fazer e ter um bom resultado. Com tão poucas pesquisas, podemos tornar o Brasil, pioneiro na pesquisa.

O artigo pode ser conferido na integra, nesse endereço: https://www.atenaeditora.com.br/post-artigo/45912

Abraços,
Fabiano Bartmann

Fisioterapeuta e Profissional de Educação Física

Mestre em Biociências e Reabilitação

Membro da equipe Rabbit de SUP

Artigo científico sobre Lesão no SUP

Clique e acesse a revista Coluna Doctor Paddle #4 

O SUP, é um esporte muito interessante por vários fatores. É um esporte democrático, onde qualquer pessoa consegue remar, na 1º aula ou de brincadeira na prancha de algum amigo. E outra característica, é o único esporte de remo, que é praticado de pé.

Em muitos Estados Brasileiros, teve uma ascensão muito grande, com adesão de muitas pessoas. Campeonatos e eventos, agregavam remadores de todo o Brasil. E consequentemente, é uma coisa lógica: aumenta os números de remadores, aumenta o índice de lesões. Não estou afirmando que o esporte gera lesão, é uma lógica estatística. Quanto maior o número da amostra, maior é a incidência dos fatores.

Para o meio científico, em programas de graduação e pós-graduação do meio acadêmico, não existe: eu achou ou na minha prática ou é comum ou eu tive ou eu conheço pessoas que.... Sempre perguntam: qual o artigo ou a pesquisa ou o capítulo, que fomenta essa tua afirmação?

Quando estava no mestrado, em 2018, ouvia muitos remadores relatando que o SUP, gera dor no ombro. Mas na minha prática clínica, ombro é uma coisa e região do ombro é outra muito distinta, que sofre interferência de outros fatores biomecânicos e posturais. Como na época encontrei poucas evidências sobre a origem da dor no ombro, fiz uma pesquisa com os remadores do RS sobre o perfil de dor e lesão, para encontrar a justificativa da dor no ombro.

A pesquisa foi realizada com 52 remadores do sexo masculino e 15 remadoras do sexo feminino. A maioria do sexo masculino, são Master com 25 remadores e do sexo feminino, foi mais distribuído as categorias. Quanto a experiência, a maioria remavam mais de 05 anos e com bastante remadores, já praticavam uns 04 anos.

Para caracterizar o grau de dor, é utilizada a escala análoga de dor, que vai de 0 a 5. A escala de dor nota 3, refere como Moderado desconforto ou dor, aonde os remadores e praticantes de esporte, conseguem suportar, considerando como normal da prática esportiva, a nota 4, que é Bastante desconforto ou dor, não é considerado normal para a realização de exercício, é indicativo do início de lesão e a nota 5, Intolerável desconforto ou dor, se torna um indicativo de alteração biomecânico e está gerando processo inflamatório.

Considera-se as notas 4 e 5, para caracterizar o início de lesão da prática esportiva. Do sexo masculino, houve 50 marcações na escala de dor 3, 29 na escala de dor 4 e 4 mencionaram escala 5. Os locais que houve maior expressão foram Lombar lado direito com escala 3 eram 16, na escala 4 foram 7 e na escala 5 tinha sido 2, depois Lombar lado esquerdo com escala 3 foram 7, na escala 4 foram 8 e na escala 5 são 2, o Ombro lado direito anterior na escala 3 foram 7 e escala 4 foram 7, Ombro lado direito posterior, na escala 4 foram 7 e por último Ombro lado esquerdo anterior escala 3 foram 9. Podendo dizer que os locais mais doloridos conforme as respostas são Lombar lado direito, Lombar lado esquerdo e Ombro lado direito anterior e posterior.

Voltando a percepção dos remadores de SUP do RS, a dor mais comum do esporte é o ombro. Pela pesquisa, relatam mais dor na lombar, depois ombro a parte de trás e a parte da frente. A dor na parte de trás tem relação com a lombar, por um músculo chamado Grande Dorsal, que agora é conhecido por Latíssimo do dorso. É o famoso músculo da “asa”

O Grande Dorsal ou Latíssimo do dorso, origina-se na lombar, segue pela lateral do corpo e se insere no braço, perto do ombro. Segundo as bibliografias, são poucas sobre esse assunto, referem o encurtamento muscular, interferindo na função biomecânica do ombro. E a dor anterior do ombro, com certeza é do atrito dos músculos e da articulação e também da rotação do ombro, quando rema.

O número de remadores da pesquisa é muito pequeno, ela foi realizada somente no RS, pela facilidade e o tempo que eu tinha. Não foi realizada com remadores de destaque ou nível técnico do âmbito nacional. Teríamos uns 05 remadores, que se enquadrariam nessas características. Se pensarmos assim, não faremos pesquisa científica e iremos viver no “achismo”. Quero traduzir esse artigo para língua inglesa, para colocar o Brasil na vanguarda da pesquisa internacional de SUP. E claro, gostaria muito de fazer essa pesquisa a nível nacional, já tentei, mas não tive apoio e nem adesão de vários locais do Brasil.

A pesquisa pode ser acessada de forma on-line: https://www.atenaeditora.com.br/post-artigo/45857

Fabiano Bartmann

Fisioterapeuta e Profissional de Educação Física

Mestre em Biociências e Reabilitação

Membro da equipe Rabbit de SUP

Celular vs rádio comunicador: qual usar nas remadas?

Clique e acesse a revista Coluna Doctor Paddle #3

Primeiramente, sou fisioterapeuta e como todo profissional da área da saúde, pensa em prevenção, segurança e o famoso “antes que aconteça”.

Quando cursava Educação Física, fui convidado para ser o fisioterapeuta da equipe universitária da ULBRA, tinha 07 equipes para atender e ainda era o chefe da delegação. E na mesma época, fui convidado para ser fisioterapeuta de time de futebol feminino, de time de futebol e futsal infantil, campeonato de Taekwondo e sei lá mais o quê.

Com 12 anos, entrei para o escotismo, ali só reforçou a minha paixão pelo mato e pela natureza. Segui na vida escoteira até os 18 anos e até agora não entendo muito por que deixei o movimento, foi um erro meu. Se tem filho com 07 anos, meu conselho, escolhe um grupo escoteiro bem estruturado e coloca ele ou ela, para o futuro, faz uma diferença.

Somando os 02 fatos que relatei, sempre pensei: se acontecer alguma coisa, o que eu faço? Existem recursos para não acontecer alguma coisa? Quais itens ou equipamentos que posso ter, para caso algo aconteça? Se estou em algum lugar e não sei para onde ir, como faço para me localizar? Só para deixar registrado, entrei no escotismo em 1988.

Já pratiquei quase todos os esportes de aventura, faltam alguns, mas por diversos motivos, desisti de praticar. E sempre pensando em todas aquelas perguntas acima e sempre com uma preocupação imensa, na qual que não compartilho, muitos pensam que estragaria a diversão do passeio.

Quando comecei a remar, fui pesquisar quais os recursos, teorias, técnicas e tudo mais que envolvia a segurança nos esportes náuticos. E a primeira coisa que pensei: como chamar o resgate? Sim, do que adianta ter GPS ou colete salva-vidas, se não consigo sair do lugar.

O celular, com a minha experiência com Mountain Bike, descobri que não funcionava. No mato, não tem sinal, nem de celular e nem de GPS. E outra coisa que aprendi lá: celular quando superaquece, para de funcionar como uma mensagem de aviso e desliga e tem outro risco mais perigoso, a bateria pode explodir.

Já tentaram usar o celular em dia de chuva? Eu tive alguns celulares à prova de água. Um deles, a pessoa não me escutava e depois, descobri que tinha água no microfone, precisava bater, para tirar a água. O outro era touch, clicava no 5 e aparecia 555555, apertava no 9 e aparecia 999999. O touch do celular é por eletricidade, não por pressão, com a água, propaga essa eletricidade. Por esse motivo, quando aperta um número específico, aparece vários. Mas na água o sinal do celular é melhor, vão dizer. Sim, já conversei com técnicos em telefonia celular, me explicaram isso, mas se eu precisar usar, vou conseguir digitar números? Com frio e cansado, vou conseguir desbloquear, achar o número, clicar em ligar e falar?

Já comentei bastante sobre celular, agora, vamos para os rádios. O walkie talk, é um rádio de comunicação entre pessoas, não para embarcações. Em água aberta, usamos rádios náuticos, onde a Marinha, Bombeiros, clubes, marinas e outras embarcações, estão sempre conectados e utilizando o canal 16. Para passeios o walkie talk funciona, mas para resgate, tem que ser náutico e que serve como walkie talkie também, mudando o canal.

No Brasil, existem poucas opções de marca de rádio: Icom, Uniden e Baofeng. Isso em rádio portátil, para embarcações, onde o mastro é a antena, tem mais opções. O preço entre eles varia e muito, mas muito mesmo. Na ordem que postei as marcas, é do mais caro para o mais barato. O Baofeng, é uma marca chinesa e em qualidade de rádio, tem se mostrado muito bom.

Quanto a opinião de uso, isso é pessoal. Conversando num clube náutico, que é referência no Brasil e no mundo em vela, aqui em Porto Alegre, eles disseram que usam celular. Sempre vai funcionar e que rádio, não era necessário. De novo, é uma questão de opinião, eu prefiro rádio. E tem outra coisa, eles sempre navegam na costa (não temos muita opção de deslocamento aqui) ou sempre saem com bote de apoio.

Nos esportes de aventura, quando questionam o valor de um equipamento de segurança, perguntamos: quanto custa a tua cabeça? Quanto custa o teu joelho? Quanto custa a tua coluna? E quanto custaria tu ser localizado e voltar com segurança? Vamos remar com segurança e poder continua a se divertir.

Abraços,

Fabiano Bartmann

Fisioterapeuta e Profissional de Educação Física

Membro da equipe Rabbit de SUP

Prevenção para não ter lesão

Clique e acesse a revista Coluna Doctor Paddle #2

Primeiramente, esporte, sim é saúde, qualidade de vida, é anti-inflamatório, une pessoas, promove a sociabilidade, atua de forma positiva psique do individuo e faz parte da sociedade, desde que deixamos de ser primatas.

Isso é esporte, seja ele de quadra, indoor, videogame, de campo, no sol, na chuva, no vento, no frio, na neve, no calor, no mato, na floresta, na montanha, no gelo, sobre a água, embaixo da água e independente de onde for e o que inventarem.

Mas, não podemos deixar de comentar, que acidentes, acontecem. Algumas vezes por distração, outras por subestimar os limites do corpo, dos materiais ou da natureza. Em qualquer lugar ou situação, pode acontecer. Tomara que não aconteça, infelizmente, pode acontecer.

E lesão, bom, muitos associam as lesões a atletas. Estão enganados, o atleta é mais propício a ter lesões, mas você, um praticante de esportes, em algum grau da escala, também pode desenvolver uma lesão. Elas têm diversas origens e fatores que podem ocorrer.

Na minha prática clínica e experiência em campeonatos esportivos: má nutrição esportiva, fadiga muscular por excesso de exercício, má qualidade de equipamentos ou inadequados, gesto esportivo errado e má ergonomia do cotidiano (sério, a tua má postura no trabalho, vai gerar uma lesão no teu esporte).

O título da matéria é Lesão: da prevenção ao tratamento. Qual a prevenção e qual o tratamento? A melhor prevenção, pensar no que potencialmente pode levar uma lesão. E o melhor tratamento, é pensar como prevenir para não ter outra lesão.

Só por que tu não és atleta patrocinado ou competidor de alta performance, não precisa se preocupar com a alimentação, com a musculação ou o equipamento inadequado? O esporte é para ser prazeroso, trazer qualidade de vida e não ter que ouvir: te falei que ia se machucar (brincadeira).

Conheço muitas pessoas que remam vários dias da semana ou nunca remam e querem fazer travessia. Algumas delas se sentam de qualquer jeito no trabalho, carregam peso de forma errônea, fazem trabalho físico extenuantes, comem comida de baixa qualidade e assim por diante. Quando vão remar não levam alimentos esportivos para água ou não fazem uma preparação física, para o ritmo de frequência que remam e depois dizem: não sei o que houve, estou acostumado a remar.

Sim, você está tão acostumado a remar, aonde existem 2 coisas chamada: overtraining e overuse. O evertraining, é uma condição fisiológica do corpo, que sofre com o excesso de treino e traz malefícios na fisiologia sistêmica e o overuse, é o excesso de uso de um músculo, de uma articulação ou do mesmo conjunto músculo-articular. Ambos são considerados perigosos e algumas vezes, traz consequências e sequelas permanentes.

Em suma, o esporte recreacional, não envolve excesso de frequência e nem longas distâncias. Quando começa a aumentar a frequência e a distância, está na hora de pensar na preparação física e na nutrição esportiva (com nutricionista). Já sei, vão dizer: remando do jeito que remo, não é para tanto.

Lembra overuse e overtraining, que escrevi mais acima? Não precisa ser atleta de elite para sofrer com isso. Para continuar a ser divertido o esporte, tem que haver uma preparação global do corpo. Tudo gasta, o corpo também gasta, mas podemos distanciar o tempo desse desgaste. Se começa a ficar bom, longas distâncias, aumento de velocidade e condições adversas, o treinamento e a nutrição, é a melhor prevenção.

Para finalizar, gosto muito de usar uma expressão: antes que... e você completa a frase.



Abraços,

Fabiano Bartmann



Fisioterapeuta, Profissional de Educação Física e Professor de Fisioterapia da Faculdade Sogipa

Pesquisas científicas em SUP

Clique e acesse a revista Coluna Doctor Paddle #1

A vida de pesquisador, nunca é fácil, depende de inúmeros fatores e de pessoas. Quando fazemos uma pesquisa de entrevista, mais que 50% dos questionários respondidos, é uma vitória a ser comemorada. Sabemos que as pessoas são avessas a responder pesquisas.

Outro fator que é complicado, é conseguir amostras para a pesquisa. Marcam, não aparecem, cansaram de ser amostra, não cumpre os protocolos, ficam doentes, se lesionam e no caso das mulheres, tem os fatores endócrinos que interferem e muito.

Sem falar dos fatores externos como temperatura do ambiente do laboratório, equipamentos que falham, estragam, acabam, o estagiário que fez errado, choveu, está frio, está quente e o custo de cada material.

Tirando as coisas “complicadas”, se fosse tão ruim assim, não teria pesquisa e muito menos pesquisadores.

No ano passado, pesquisando para a dissertação do mestrado, tive muita dificuldade de achar material sobre lesão no SUP e o meu orientador me aconselhou a pesquisar no remo, que é o esporte mais próximo e bem antigo, com certeza ia encontrar material para subsidiar a fundamentação do meu trabalho.

Considera-se o SUP relativamente novo e por esse motivo, não tem muitas pesquisas científicas sobre esse assunto especificamente. Encontrei muitas pesquisas sobre o desenvolvimento no turismo e no âmbito escolar, mas sobre treinamento e lesão, quase nada.

Na minha pesquisa, encontrei sobre a história do SUP, era uma forma de transporte entre ilhas, para buscar suprimentos e pescar. Mas não era considerado esporte e nem tinha esse nome. Por volta de 1960, surfistas chamados de Beach Boys Havaianos, professores de surf em Waikiki, usavam grande pranchas e remavam nelas, para tirar fotos dos alunos e aspirantes do Surf da época. Desde então teve um desenvolvimento tímido, até os anos 2000 ainda no Havaí e ganhou grandes proporções com Laird Hamilton, Dave Kealana e chamados watermans, com pranchas mais modernas e equipamentos mais sofisticados, usaram o SUP como treinamento, realizando travessias de longa distância e pegando onda.

Mas foi em 2004, que o SUP se tornou internacional, com o “Buffalo Big Board Contest”, no Havai, com 49 participantes e incluindo surfistas do Campeonato mundial. O evento foi idealizado pelo Buffalo Keaulana, que desejava manter vivo o espírito dos esportes de água polinésios, apresentando um evento mais divertido e num formato diferente de competições tradicionais.

De 2004 para 2019, se passaram 15 anos, considerado um tempo muito curto para ter materiais de qualidade e em grande quantidade. Para se ter uma ideia, qualquer tipo de material ou equipamento, para saber se é nocivo ao ser humano, precisa de 10 anos para comprovar os efeitos. Temos muita ciência para desenvolver ainda.

E os técnicos, preparadores físicos, atletas Profissionais de Educação Física e fisioterapeutas, não escrevem? Não tem interesse em publicar? A resposta é não.

Para escrever e publicar, tem todos aqueles aspectos que citei acima. E para fazer a pesquisa, quase com certeza, teria que ser feita com uma universidade pública. Aonde? Como fazer? De que forma fazer? Como é muito burocrático e complexo, a maioria não tem interesse e incentiva quem quer.



Vamos publicar!!!!



Fabiano Bartmann

Fisioterapeuta – CREFITO 5 / 50266-F

Profissional de Educação Física – CREF 9768-G/RS

Mestre em Biociências e Reabilitação

Especialista em Acupuntura

Professor da Faculdade Sogipa

Bicampeão Gaúcho de SUP Race Master - 2017 e 2018

Membro da equipe Rabbit de SUP

Artigos científicos

Acupuntura e Fisioterapia, no tratamento de lesão muscular 

Metodologias de ensinamento no esporte

O perfil técnico-científico dos instrutores de esportes de aventura de escolas de instrução no Estado do RS

O Risco nos Esportes de Aventura

Perfil competitivo dos praticantes de Stand Up Paddle (SUP) no RS

Quais as novidades no stand up paddle?

Perfil de dor e lesão relacionado ao praticante de Stand Up Paddle

Perfil de dor e lesão relacionado as praticantes de canoa havaiana

Moxabustão

De história milenar, originária do norte da China, moxabustão - jiŭ (pinyin) significa, literalmente, "longo tempo de aplicação do fogo", é uma espécie de acupuntura térmica, feita pela combustão da erva Artemisia vulgaris. É uma técnica terapêutica da Medicina Tradicional Chinesa.


Ventosaterapia

A utilização das ventosas no tratamento de doenças não é uma exclusividade da Medicina Chinesa, existem informações do seu uso desde o antigo Egito, ela também é mencionada nos escrito de Hipócrates e praticada pelo povo Grego no século IV a.C., possivelmente conhecida e utilizada por outras nações antigas.


Currículo - Educação Física

Graduação em Educação Física pela ULBRA / 2007

Monitor do Laboratório de Fisiologia do Exercício e Medicina Esportiva – LAFIMED da ULBRA / 2005

Formação em Pilates / 2010

Formação Treinamento Funcional - CORE 360° / 2010

Professor convidado nas disciplinas de Cinesiologia, Ginástica Laboral e Postural e Reabilitação – Graduação em Educação Física na ULBRA e Faculdade Sogipa / 2009 - 2014

Professor do curso de Educação Física da Faculdade Sogipa / 2015 - 2020

Curso Básico de Salvamento em Áreas Remotas - WFA - Certificação de Primeiros Socorros pela NOLS - WMI (National Outdoor Leadership School’s - Wilderness Medicine Institute) / 2014